Não acabarão com o amor, nem as rusgas, nem a distância. Maiacovski
Nome: D. A Morais. Começou a escrever poesias aos 9 anos de idade. Sua aparição em público pela primeira vez foi na escola ao completar a idade de 10 anos e para surpresa de todos recitou uma poesia de sua autoria: "A Professora Zolhuda". Seu prêmio foi uma punição ao qual teve que escrever dez vezes o hino nacional. Criador do CYBERCONDORISMO Sua poesia predileta: TENHO QUE SER DIFERENTE.
Antes que algum gaiato me repreenda
Eu falei em Off aos amigos
Prefiro assim, que falar em Cc
É como sussurrar com a cutela da mão ao lado da boca
É o dizer do coração cheio
É o dia que não terminou para os Detonautas
Foi simbólico o sangue na escadaria
Pena que o Zé ninguém não estava lá
A pesar dos Flashs, a praça estava vazia
Não sei o que é pior, ler as noticias
Ou amanhecer coberto por elas
Só sei que não ficarei Out
Meus olhos podem até ficar grandes de medo
Jamais vermelhos de fumaça na escuridão
Enquanto muitos de vós cortados de bisturi nasciam
Eu pintava meu rosto de verde e amarelo
Dando o fora a um collorido sem sentido
Já vi e a cada dia reconheço que não vivi bastante
Minha boca pode até virar formigueiro
Falarei torto mas verdadeiro
Minha pele não será furada
Como “Tauba de tiro ao Álvaro”
Os "erros" de Adoniran são meus acertos
Não encantarei o mundo com o drible da vaca
Correrei ao lado do prejuízo para não perder o gol
Ser maldito é viver na penúria e sorrir
Ser maldito é encher o bolso com a desgraça alheia
Ser maldito é jogar as verdinhas para cima e dizer
– Pega senhor, o que cair é meu.
“Voltem ao saco de seus pais”
Aprendam tudo outra vez
A vida não acabará num orgasmo
Como desejou de Charles Chaplin
Melhor ter fica mudo
Pensem enquanto as Luzes da Ribalta não se apagam
Sejam porcos, mas arrotem alegria
Fucem bastante para encontrar a PAZ
(Dom Morais- em 18-03-2007)