Não acabarão com o amor, nem as rusgas, nem a distância. Maiacovski
João Antônio de Melo, natural de Coronel Xavier Chaves em Minas Gerais reside, autalmente, em Sao João del-Rei. Além de poeta trabalha como consultor ambiental. Aposentado como bancário, escreve poesias desde os seus primeiros tempos de estudante e assina os seus poemas em localidades variadas por ter residido em diversas cidades brasileiras. Essas andanças pelo Brasil influenciaram sensivelmente a sua obra que é bastante heterogênea e focada na relação do homem consigo mesmo.
Refugio-me como sombras
Que escapam da luz.
Há velas no caminho
Lamparinas no caminho
Estrelas no caminho.
Num espaço de lumes
Em reflexos fulgentes
O opaco se distingue
Resplandecente.
Toma forma... Reluz... Seduz...
E com o brilho dos ausentes
Traz das sombras
Os presentes.
Boa Vista, 17/02/2003.